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Lançamento: Mujeres Libres da Espanha

A Biblioteca Terra Livre e a livraria Tapera Taperá, realizarão o lançamento do livro Mujeres Libres da Espanha, na noite de segunda feira, 25, com uma conversa e debate com Margareth Rago e Maria Clara Pivato Biajoli, organizadoras do livro.

O livro reúne textos e documentos das mulheres anarquistas do grupo Mujeres Libres, organização fundamental durante o processo da Revolução Espanhola (1936-1939). Esta publicação celebra os 80 anos de fundação da Federación de Mujeres Libres.

Para mais informações sobre o livro acesse:
https://bibliotecaterralivre.noblogs.org/editora/mujeres-libres-da-espanha/

Confirme sua presença no evento: https://www.facebook.com/events/1973226939591459/

Local: Tapera Taperá – Av. São Luiz, 187, 2º andar, loja 29, São Paulo/SP (próx. metrô Anhangabaú).

Horário: A partir das 19h.

Grátis.

Promoção Mujeres Libres

A luta das mulheres passou a ser recordada oficialmente no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, esta data que se universalizou nas primeiras décadas do século XX teve origem na luta das mulheres contra o czarismo russo onde estas lutavam por melhores condições de vida e contra as nefastas mazelas promovidas pela guerra. A luta das mulheres contra o czarismo russo já ocorria há pelo menos três décadas, quando grupos de mulheres niilistas se organizavam para lutar contra o regime aristocrático e criavam grupos de educação popular em meio aos camponeses. A busca por justiça social e igualdade contudo não havia surgido naquele momento, mulheres como Mary Wollstonecraft participaram do processo da revolução francesa e reivindicaram através de seus escritos a liberdade da mulher. A luta das mulheres atravessava os oceanos, nas fábricas nas Américas ou nas cidades japonesas as mulheres se organizavam para contrapor as violências sofridas.  Esta luta milenar das mulheres pela liberdade teve, na década de 1930, uma de suas mais intensas expressões com a Federação Mulheres Livres na Espanha. A Federação que em 1938, durante a Revolução Espanhola, contava com 20.000 mulheres associadas tinha como órgão de difusão a revista Mujeres Libres, criada três anos antes por Amparo Poch y Gascón, Lucía Sánchez Saornil e Mercedes Comaposada. A revista para mulheres escrita por mulheres vetava a colaboração de homens. A única exceção foi a participação do artista Baltasar Lobo, que era ilustrador e maquetista da publicação. Publicada em maio de 1936 a revista Mujeres Libres se dirigia as mulheres operárias e tinha como meta “despertar a consciência feminina em direção ao ideal libertário” e tirar a mulher de sua tripla escravidão: a da ignorância, a da produção e da condição da mulher.

Com intuito de resgatar esta memória, a Biblioteca Terra Livre realiza a promoção do livro “Mujeres Libres da Espanha: Documentos da Revolução Espanhola”, uma compilação de documentos realizada por Margareth Rago e Maria Clara Pivato Biajoli e publicada pela editora anarquista Achiamé. Na compra deste enviaremos, além do livro, gratuitamente uma cópia do documentário “Indomáveis, uma história de Mulheres Livres“, produzido em 2011 pelo grupo ZerikusiA e legendado para o português pela Biblioteca Terra Livre.

O pacote: LIVRO (R$20) + FILME (grátis) + frete (R$5 – para qualquer lugar do Brasil) sai por R$25 (vinte e cinco reais). A promoção valida até 14 de março de 2014. Para adquirir seu livro entre em contato através do email livrariaterralivre(a)gmail.com

Indomáveis, uma história de Mulheres Livres

A Biblioteca Terra Livre ao longo dos primeiros meses do ano esteve trabalhando para a criação da legenda do documentário sobre as Mujeres Libres, produzido na Espanha pelo grupo ZerikusiA. O documentário aborda a história desse agrupamento de mulheres que construíram uma tão importante prática durante e depois da Revolução Espanhola de 1936.

O filme pode ser assistido em nosso canal do Youtube e o download do filme pode ser feito via torrent  AQUI e o arquivo da legenda está disponível AQUI.

Sinopse:

Em meados de maio de 1936 aparecia o primeiro número da revista Mujeres Libres.
Um ano depois, em agosto de 1937, se celebrava em Valencia o primeiro congresso estatal da Federação nacional de Mulheres Livres, uma organização feminista de corte anarquista que tinha por objetivo que as mulheres se liberassem por elas mesmas da cruel servidão da ignorância.
Esquecidas até por seus próprios companheiros Mujeres Libres chegou a contar com mais de 20.000 afiliadas. O turbilhão da guerra não lhes permitiu desenvolver seu programa “em paz”, mas nada nem ninguém pode impedir que germinasse a semente que carregavam em suas entranhas.
O objetivo deste trabalho é, além de resgatar do esquecimento estas mulheres, denunciar (ainda que não me goste o termo) a invisibilização a que se submetem, não só a Mujeres Libres como também a outras mulheres e grupos de mulheres que por coerência levaram até o final sua dissidência e se mantém as margens de estruturas pré-estabelecidas.

Para aqueles que desejam conhecer um pouco mais sobre as Mulheres Livres disponibilizamos também a dissertação de mestrado de Maria Clara Pivato Biajoli, “Narrar Utopias Vividas. Memória e Construção de Si nas Mujeres Libres da Espanha”.