Editora

Ao longo da história os anarquistas buscaram de todos os modos propagar suas idéias. Publicaram jornais, folhetos, manifestos, realizaram discursos e editaram livros. A atividade editorial se tornou um dos principais focos de divulgação do ideal libertário. As publicação anarquistas sempre se basearam no princípio da auto-organização, assim, a concepção dos textos, o trabalho gráfico e a impressão dos materiais estavam a cargo dos anarquistas. No Brasil as editoras anarquistas realizaram um intenso trabalho a partir da década de 1930, publicando obras dos clássicos e obras inéditas escritas por militantes brasileiros. Neste rol de editoras destacam-se A Sementeira, Germinal, Mundo Livre, Editora A, Novos Tempos, Achiamé e Imaginário, que foram e continuam sendo responsáveis por divulgar, por todo o século XX e XXI, os textos anarquistas.

Dando continuidade a este importante trabalho, a Biblioteca Terra Livre iniciou seu projeto editorial no ano de 2011. Os livros que passamos a publicar surgiram das discussões realizadas nos Grupos de Estudos e estão em diálogo com a história e as lutas do movimento anarquista. Os lançamentos buscam dar base para uma reflexão sobre o anarquismo contemporâneo. Assim, os dois primeiros títulos (Escritos sobre Educação e Geografia / Élisée Reclus: Retratos de um anarquista) foram publicados ao longo do Colóquio Internacional Élisée Reclus e a Geografia do Novo Mundo em 2011, em um esforço de aprofundar a discussão e subsidiar novos estudos. Para o ano de 2012, centenário de fundação da Escola Moderna de São Paulo, a editora está preparando uma publicação de Adelino de Pinho, diretor da Escola Moderna nº2 e uma publicação acerca das lutas operárias no extremos sul do Chile, no início do século XX.