A questão feminina em nossos meios

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INFORMAÇÕES:
Título: A QUESTÃO FEMININA EM NOSSOS MEIOS
Autor: LUCÍA SÁNCHEZ SAORNIL
Editora: BIBLIOTECA TERRA LIVRE & EDITORIAL ELEUTERIO
Idioma: português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 21 x 14 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: Novembro 2015
Número de páginas: 116
ISBN: 978-85-60945-91-7
Preço: R$ 25,00
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APRESENTAÇÃO:

Lucía Sánchez Saornil nasceu em 13 de dezembro de 1895 em Madrid. Oriunda de uma família de extração proletária formou-se de modo autodidata. Em 1914, com apenas 18 anos, publicou seu primeiro poema de inspiração modernista, intitulado “Nieve”, no semanário Avante, de Ciudad Rodrigo. Em 1918 participa como militante ativa do ultraísmo, sendo a única poetisa a publicar nas revistas vinculadas a este movimento estético de vanguarda. Em fins da década de 1920, por causa do aumento dos conflitos laborais na Telefônica, onde trabalha como telefonista vincula-se à central de orientação anarcossindicalista CNT. Das suas publicações nos jornais anarquistas e anarcossindicalistas, destaca-se sua crítica contundente ao machismo estrutural dentro da CNT, como se pode evidenciar por meio do embate travado entre ela e Mariano Vázquez nas páginas do periódico barcelonês “Solidaridad Obrera”. Ciente de que a “questão feminina” não poderia ser reduzida à “questão social”, ela foi, ao lado de Mercedes Comaposada e Amparo Poch y Gascón, uma das iniciadoras de Mujeres Libres, vindo a ser a principal responsável tanto pela linha editorial da Revista, quanto pela orientação política da Organização, que chegou a mobilizar cerca de vinte mil mulheres trabalhadoras na “dupla luta” pela sua emancipação de classe e de gênero durante a guerra e a revolução espanhola. Com a derrota para Franco, Lucía busca exílio na França, de onde retorna cerca de três anos depois. Durante o franquismo, mantêm-se completamente desligada das atividades políticas. Lucía morreu em 02 de junho de 1970 em Valencia , vitimada por um câncer de pulmão. Na lápide de seu túmulo, pode-se ler a seguinte frase: “¿Pero es verdade, que la esperanza há muerto?”, primeira estrofe de seus “Sonetos de la desesperanza”.

Thiago Lemos