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O Grupo de Estudos Anarquismo e Educação está de volta!!!

Depois de dois anos a Biblioteca Terra Livre volta a organizar o Grupo de Estudos de Anarquismo e Educação.

A ideia desse novo grupo é fazermos leituras e discussões não apenas históricas e filosóficas, mas também compreendermos a perspectiva pedagógicas dos/as anarquistas e libertários/as. Para isso, iniciaremos nossas leituras com as mais recentes publicações das Editoras Intermezzo e Biblioteca Terra Livre: “O Futuro de Nossas Crianças e outros Ensaios”, com textos de Élisée Reclus, Charles-Ange Laisant, Émilie Lamotte, Domela Nieuwenhuis e Jean Grave e “O Pedagogo não ama as crianças”, de Henri Roorda, publicado pela Intermezzo.

Os encontros serão realizados às terças-feiras a partir das 18h30 com periodicidade quinzenal na sede da Biblioteca Terra Livre. Infelizmente (ou não), nossa querida biblioteca está com o espaço muito reduzido por conta da quantidade sempre crescente de livros que incluímos em nosso acervo, da livraria e que também editamos, por isso, as vagas para o grupo são limitadas. Se tiver interesse em participar do grupo será necessária uma inscrição prévia pelo e-mail bibliotecaterralivre@gmail.com.

O primeiro encontro vai rolar dia 3 de abril e as inscrições vão rolar até dia 31 de março. Bora discutir a relação entre anarquismo e educação e mande um e-mail para nós!!!

Clique aqui para visualizar o evento do facebook

Ontem, agora e sempre, sigamos os ensinamentos do anarquista e sindicalista revolucionário Fernand Pelloutier:
Instruir para Revoltar!
Educar para Emancipar!

Ação Coletiva. Nº3

 

A terceira edição do jornal Ação Coletiva (download da versão online) – publicação feita em parceria pelos coletivos Ativismo ABC, Biblioteca Carlo Aldegheri, Biblioteca Terra Livre e Centro de Cultura Social- discute os temas da precarização do trabalho imposta pela economia neoliberal, os cem anos da Greve de 1917 (e o apagamento da participação anarquista deste e outros processos históricos), a necessidade de incluir a interseccionalidade em nossas práticas cotidianas e finaliza com uma reflexão libertária a respeito do
voto crítico.

Todos os textos se articulam em torno da recusa ao Estado e ao capital e da necessidade de fortalecer nossas redes de apoio mútuo para continuar resistindo. Neste contexto é importante frisar a importância da preservação de memória da luta dos trabalhadores neste momento em que o capitalismo ultraliberal se reconfigura em novas formas de exploração. Ao apresentar-se como uma inovação, a chamada economia compartilhada permanece controlada por grandes empresas, com o lucro expropriado dos trabalhadores permanecendo concentrado nas mãos de poucos.

De modo semelhante, é preciso estar atento para a polarização da política institucional que tenta novamente nos empurrar para a cilada do voto útil, como se a política se restringisse ao Estado. De deu um lado a direita tende a rotular de comunista/petralha quem que se opõe aos processos de liberalização econômica, se levanta contra o preconceito, a intolerância e os micro-fascismos cotidianos. Do outro, a esquerda partidarizada tenta, de forma chantagista, responsabilizar os anarquistas e pessoas que se recusam a participar da política institucional pelas mazelas decorrentes das alianças que esta própria esquerda fez em
nome de seu projeto de poder.

É preciso, pois, estar atento para o fato de que os avanços sociais obtidos por governos que se dizem representantes dos trabalhadores só ocorreram por conta das alianças com o grande capital. Votar no menos pior sempre será votar em quem tem o apoio dos grandes empresários para financiar suas campanhas. O preço desse investimento dos empresários é pago com as reformas que tendem a assegurar o lucro dos ricos, tornando ainda mais precária as condições de vida da população.

O que nos difere da esquerda tradicional que tem o Estado como objetivo é não se deixar iludir por uma promessa de transformação imposta por governos necessariamente atrelados aos interesses do grande capital. Cabe a nós fortalecer as redes de solidariedade tendo em mente que a transformação social acontece de dentro para fora – dentro de nossa casa, nosso bairro, nossa cidade. A construção de uma vida libertária começa em nós mesmos e em nossos pequenos círculos para se expandir de forma orgânica para espaços mais amplos. Que todos nós estejamos atentos para essas questões e tenhamos forças para permanecer na luta.

Lançamento do livro “O futuro de nossas crianças”

E ai minha gente!!!

Seguinte, a Biblioteca Terra Livre e a livraria Tapera Taperá vão realizar o lançamento do livro “O futuro de nossas crianças e outros ensaios” dos célebres desconhecidos (e alguns nem tanto) pensadores e educadores anarquistas Élisée Reclus, Domela Nieuwenhuis, Charles-Ange Laisant, Émilie Lamotte e Jean Grave. Este livro compila uma série de artigos sobre educação libertária e conta com a apresentação preliminar de cada um dos autores realizada pelo educador Rodrigo Rosa da Silva, que será um dos debatedores do lançamento. No dia do evento, estará também presente Adriano Skoda, enriquecendo ainda mais o debate.

O evento vai rolar no dia 02 de outubro, às 19h e é gratuito!!!

O Tapera fica na Av. São Luiz, 187, 2º andar, loja 29 – Galeria Metrópole.

Para saber mais sobre o livro acesse:
https://bibliotecaterralivre.noblogs.org/editora/nossos-livros/

E confirme sua presença no evento do facebook:
https://www.facebook.com/events/517342141932483/

A gente se tromba por lá. Saúde e Anarquia!!!

 

Discutindo a Escola Sem Partido e a Reforma do Ensino Médio sob uma perspectiva Anarquista

14590489_1773682749556757_5188935958957545526_nOlá pessoal!!!

Nesse sábado o Cursinho Livre da Sul, o coletivo Katu e a Biblioteca Terra Livre vão fazer uma discussão sobre a Escola Sem Partido e a Reforma do Ensino Médio.

A idéia é analisarmos cada uma das propostas e discutí-las sob uma perspectiva anarquista. Esse debate é muito importante, tendo em vista que tanto o projeto de Lei da Escola Sem Partido, quanto a Reforma do Ensino Médio avançam nas instâncias da República de Governo Representativo brasileiro.

O encontro vai rolar na Zona Sul, onde o Cursinho Livre da Sul funciona às 14h00. O endereço é: Rua Nova do Tuparoquera, São Paulo – SP, 05820-200

Vamos chegar e colaborar nesse debate e pensar como podemos agir de forma autônoma acerca dessa questão!!!

Para saber mais sobre o evento:
https://www.facebook.com/events/600322346804411/

Até lá!!!

Grupo de Estudos “Anarquismo e Educação” – 08/09

A Biblioteca Terra Livre, no semestre passado, retomou os encontros do Grupo de Estudos Anarquismo e Educação, nossas leituras buscaram investigar sobre as experiências em educação anarquistas no contexto dos países latino americanos. Pesquisamos as práticas pedagógicas na Argentina, México, Cuba e outros, realizadas pelos trabalhadores e trabalhadoras de cada país. Notamos que, assim como no caso do Brasil, Francisco Ferrer y Guardia foi um norte para a educação dos sindicalistas e militantes anarquistas, mostrando como que o racionalismo combatente de Ferrer inspirou, e continua inspirando, o cultivo do livre pensamento.

8d967de4fb0deac392e6fc1838a87d15_LAgora, neste segundo semestre, depois de um encontro de balanço, o grupo escolheu pesquisar acerca da educação voltada para jovens e adultos. Tal prática foi muito realizada nos meios operários com o ensino mútuo nos centros culturais, bibliotecas, sindicatos, etc. A Biblioteca Terra Livre, então, convida à todas as pessoas interessadas a pesquisar esse assunto ainda muito recente nos meios libertários e anarquistas!

Nosso primeiro encontro será dia 08/09 na Biblioteca Terra Livre às 19h. Como o espaço da biblioteca é pequeno, temos um limite de inscrições. As inscrições podem ser feitas através do email bibliotecaterralivre@gmail.com