Şoreşa Rojavayê: Revolução, uma palavra feminina

INFORMAÇÕES:
Título: ŞOREŞA ROJAVAYÊ: REVOLUÇÃO, UMA PALAVRA FEMININA
Autor: VÁRIOS
Editora: BIBLIOTECA TERRA LIVRE & COMITÊ DE SOLIDARIEDADE À RESISTÊNCIA POPULAR CURDA DE SÃO PAULO
Idioma: português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 21 x 14 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: Novembro de 2016
Número de páginas: 224
Preço: R$ 30,00

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APRESENTAÇÃO:

Na língua curda, Soreşa Rojavayê significa Revolução em Rojava. É para tornar conhecida e dar visibilidade a essa dramática e louvável experiência antiestatista, anticapitalista e antipatriarcal – que declarou sua autonomia em 2012 – que a Biblioteca Terra Livre e o Comitê de Solidariedade à Resistência Popular Curda de São Paulo uniram forças para trazer às mãos do leitor essa publicação.

Reunimos doze artigos, alguns inéditos em língua portuguesa, outros de próprio punho, a fim de poder compor uma visão abrangente da luta do povo curdo. Contudo, a proposta de abrangência não implica uma visão totalizante: pelo contrário, caminha juntamente com uma preferência pela diversidade e pela especificidade.

A pretensão é a de proporcionar o conhecimento de várias dimensões que compõem a revolução de Rojava sem, todavia, esgotá-las.

Os artigos foram divididos em quatro seções, cada uma delas mesclando textos descritivos com textos analíticos.

Na primeira, “Panorama geral”, o objetivo foi o de coligir textos que pudessem esclarecer o contexto histórico, geográfico e político em que se desenrola esse processo revolucionário.

A segunda seção, intitulada “Estrutura da revolução”, agrupa artigos que abordam aspectos-chave da nova organização social proposta pelo povo curdo: confederalismo democrático, autonomia, autodefesa e protagonismo feminino.

Na terceira seção, “Organização econômica”, estão presentes descrições e análises sobre a maneira como a população de Rojava está conduzindo a reconstrução das bases econômicas da sociedade de maneira autogerida e ecologicamente sustentável.

Finalmente, a última seção “Perspectivas”, composta por um artigo do Comitê de Solidariedade à Resistência Popular Curda de São Paulo, resgata os inúmeros aprendizados que podemos ter com a luta dessas companheiras e companheiros do Oriente.

Ao final, encontra-se um glossário de siglas e termos, expediente necessário para que o leitor compreenda alguns dos termos e atores que não nos são familiares, efeito da educação eurocêntrica e da perspectiva midiática ocidentalizadora a que muitas vezes nos encontramos submetidos em nossa formação escolar e social.

Apesar da estrutura do livro partir de uma visão panorâmica em direção a aspectos mais específicos, as seções e artigos podem ser lidos de maneira independente, conforme o interesse imediato do leitor.

O fio vermelho que os ata, não como um bloco coeso, mas como um colar de contas, deriva da prática concreta das revolucionárias e dos revolucionários desse território, simultaneamente tão antigo em suas aspirações e tão novo em suas realizações.